Covarde, Flávio acusou Lula de tráfico internacional de drogas, mas nega ter caluniado o presidente

Como afirmou o UCHO.INFO em matéris anteriores, coragem não é o forte do clã comandado por Jair Bolsonaro, o golpista condenado e preso. Considerando que, de acordo com a sabedoria popular, “quem sai aos seus não degenera”, muito menos se regenera, o senador Flávio Bolsonaro herdou a covardia do pai.

Nesta terça-feira (28), Flávio deveria prestar depoimento à Polícia Federal no âmbito de investigação sobre calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas o parlamentar, em manifestação enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF), negou que tenha caluniado o petista.

Flávio Bolsonaro alegou que a publicação que originou a investigação se insere no debate público e posições políticas, portanto, no entendimento do filho “01” do golpista, não incorreu em crime.

Candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro é investigado por suposta calúnia contra Lula em publicação em suas redes sociais, em janeiro, após a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro pelo governo dos Estados Unidos. A PF afirma que o senador imputou falsamente a Lula o cometimento de crimes.

“Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas”, destaca a publicação de Flávio.

Em junho, a PF enviou ao ministro Alexandre de Moraes a conclusão de que Flávio caluniou o presidente Lula ao associá-lo ao crime de tráfico de drogas.

“Fica claro, portanto, que o senador Flávio Bolsonaro, através de sua postagem, imputou falsamente ao presidente Lula o cometimento dos crimes de tráfico internacional de drogas, tráfico internacional de arma e lavagem de dinheiro, crimes estes expressamente tipificados em nosso ordenamento jurídico”, enfatizou a PF.

Na manifestação apresentada ao STF, a defesa de Flávio afirma não haver calúnia na publicação, que traz notícias verdadeiras sobre a prisão de Maduro e “dois comentários separados e independentes entre si”.

“O primeiro era apenas uma previsão sobre algo que poderia ocorrer no futuro, sem atribuir ao presidente da República nenhum fato concreto. O segundo se referia a Nicolás Maduro e apenas repetia as acusações que a Justiça dos Estados Unidos lhe imputa formalmente”, destaca a nota dos advogados.

A defesa vai além no campo do devaneio interpretativo ao afirmar que comparar Lula a Maduro “no âmbito da crítica política não configura calúnia”. De tal modo, segundo o entendimento dos advogados, é possível dizer que Flávio é capacho de genocida, já que adula Benjamin Netanyahu e conta com o apoio do israelense.

“Flávio Bolsonaro reafirma sua confiança nas instituições e, ao mesmo tempo, manifesta preocupação com iniciativas que buscam judicializar o embate político e impor restrições indevidas ao exercício da liberdade de expressão assegurada pela Constituição”, conclui a nota da defesa.

O mínimo que se espera de um candidato à Presidência é responsabilidade e coragem, mas Flávio Bolsonaro demonstra que chafurda no coxo da hipocrisia ou é vítima de frouxidão moral. Tomando por base que Jair Bolsonaro preparou o golpe e fugiu para os Estados Unidos, pois covardia é seu mister, nada diferente poder-se-ia esperar de Flávio. Em suma, o fruto nunca cai longe da árvore.