Misógino e pusilânime, Paulo Figueiredo volta a atacar jornalistas com pedido de desculpas às putas

Jamais a herança genética e moral se fez tão presente no cotidiano brasileiro como agora. Neto do último ditador do regime militar, Paulo Figueiredo Filho, que se apresenta como jornalista e influenciador digital, insiste em exalar a essência abjeta que embala a extrema direita nacional.

Aliado dos filhos do golpista condenado Jair Messias Bolsonaro, Figueiredo Filho causou polemica ao atacar jornalistas e veículos de comunicação brasileiros durante um programa transmitido nos Estados Unidos. O influenciador disparou ofensas contra a GloboNews, a Folha de S.Paulo, o Poder360 e diversos profissionais da imprensa.

Entre as declarações de maior repercussão, Paulo Figueiredo fez um comentário de teor misógino contra a jornalista Miriam Leitão, ao afirmar que ela “não merece ser estuprada”, em referência ao episódio de violência sofrido por ela durante a ditadura militar. As declarações repercutiram largamente nas redes sociais e foram alvo de duras e contundentes críticas.

Não contente com a própria torpeza, Paulo Figueiredo foi além e, sem apresentar provas, afirmou que profissionais da imprensa são “putas pagas” com recursos advindos da da publicidade oficial, dirigindo críticas a veículos de comunicação que fariam cobertura favorável ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Agarrado à covardia que impera no reino dos calhordas, Figueiredo Filho age com base na cartilha da Casa Branca, que busca uma forma de interferir nas eleições de outubro próximo para favorecer a campanha de Flávio Bolsonaro.

Diante da repercussão do caso, Paulo Figueiredo resolveu dobrar a aposta e, à sombra da calhordice, foi às redes sociais para um alegado pedido de desculpas. Em nota, o neto do ditador reiterou os ataques ao afirmar: “Assim sendo, quero expressar aqui meus mais sinceros pedidos de desculpas ÀS PUTAS BRASILEIRAS que tenham se sentido ofendidas por tal comentário”.

No momento em que Flávio Bolsonaro tenta recuperar o terreno perdido no eleitorado feminino, Paulo Figueiredo dá inestimável contribuição.

Não se pode esperar qualquer lampejo de bom-senso de alguém cujo avô (ditador), de quem o tal influenciador herdou a torpeza, disse em agosto de 1978 preferir o cheiro de cavalo ao cheiro do povo.

Cabe-nos resgatar a célebre frase dita por Tancredo Neves em 2 de abril de 1964, quando Auro Moura Andrade, então presidente do Congresso Nacional, declarou vaga a Presidência da República: “Canalhas! Canalhas! Canalhas!”.

Confira abaixo a íntegra da nota

Venho, por meio desta, desculpar-me pelos comentários infelizes proferidos na edição de número 295 do Paulo Figueiredo Show, quando comparei os jornalistas da grande mídia que vendem suas opiniões por dinheiro a “putas”.

Mesmo tendo deixado claro que o comentário não tinha alvo específico e enfatizado que se tratava de uma generalização, entendo que, dado o baixo grau de escolaridade de alguns da profissão, figuras de linguagem podem ser mal compreendidas.

Em retrospecto, reconheço que acabei ofendendo alguns sem que essa fosse a minha intenção. Reconheço que há profissionais que prestam um serviço importante, dedicado e essencial ao funcionamento da nação desde a sua fundação.

Assim sendo, quero expressar aqui meus mais sinceros pedidos de desculpas ÀS PUTAS BRASILEIRAS que tenham se sentido ofendidas por tal comentário.

Paulo Figueiredo