CPI da Petrobras: após ratos soltos no plenário, Vaccari insiste em negar envolvimento no Petrolão

joao_vaccari_07Falsa inocência – Preocupado com os desdobramentos da Operação Lava-Jato, que investiga o escândalo do Petrolão, o PT preferiu não correr riscos e acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir ao tesoureiro João Vaccari Neto o direito de mentir durante depoimento à CPI da Petrobras, nesta quinta-feira (9).

Depois de enfrentar enorme constrangimento ao chegar ao plenário da CPI, já que uma pessoa soltou ratos no recinto na esteira da chegada do petista, Vaccari Neto abusou da ousadia ao iniciar o depoimento como palestrante, apresentando gráficos sobre as finanças do partido. É importante destacar que o secretário de finanças e planejamento do Partido dos Trabalhadores não deveria ser tratado com essa flexibilidade pelos parlamentares, pois trata-se de denunciado e investigado no maior escândalo de corrupção da história.

Acusado por Pedro Barusco, ex-gerente da Petrobras, de ter recebido propinas em pelo menos noventa contratos da estatal petrolífera, Vaccari negou os fatos, apesar de todas as provas em poder da Polícia Federal.

Lembrado por um dos integrantes da CPI acerca do escândalo da Cooperativa Habitacional dos Bancários do Estado de São Paulo, a Bancoop, que abduziu o dinheiro dos mutuários para financiar a campanha de Lula, em 2002, Vaccari Neto foi colocado em xeque quando perguntado sobre sua disposição de participar de uma acareação com Pedro Barusco. O questionamento foi feito pelo deputado federal Bruno Covas (PSDB-SP).

O tesoureiro petista fugiu da resposta, até porque qualquer declaração, positiva ou negativa seria explorada aos bolhões, mas disse que não cabe a ele determinar qualquer procedimento no âmbito da CPI. Que Vaccari nada pode decidir na CPI da Petrobras todos sabem, mas é preciso destacar que uma acareação com Barusco teria um efeito devastados no PT, que como legenda vem sangrando dia a pós dia.

A primeira proposta de acareação foi do deputado federal Darcísio Perondi (PMDB-RS), que prometeu apresentar requerimento para uma sessão do tipo “olho no olho” com Vaccari Neto, Renato Duque e Pedro Barusco.

Em outro vértice do escândalo, causa espécie o fato de o juiz federal Sérgio Fernando Moro, responsável na primeira instância pelas ações decorrentes da Operação Lava-Jato, ter pedido a prisão de João Vaccari Neto.

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