Hoje, 13 de abril, é o Dia Internacional do Beijo

Não perca tempo – Para muitos supersticiosos a sexta-feira, 13, é dia de azar, o que exige proteção e cuidados. Porém, nesta sexta-feira, 13 de abril, comemora-se o Dia Internacional do Beijo, que também é comemorado em 6 de julho. Até porque, beijo nunca é demais. Não se sabe quem inventou essa comemoração do beijo, que surgiu em 1982 como uma brincadeira escolar que se espalhou pelo planeta, mas beijar faz bem, segundo especialistas.

Um beijo (do latim basium) é o toque dos lábios com qualquer coisa, normalmente uma pessoa. Na cultura ocidental é considerado um gesto de afeição. Entre amigos, é utilizado como cumprimento ou despedida. O beijo nos lábios de outra pessoa é um símbolo de afeição romântica ou de desejo sexual – neste último caso, o beijo pode ser também noutras partes do corpo, ou ainda o chamado beijo de língua, em que as pessoas que se beijam mantêm a boca aberta enquanto trocam carícias com as línguas.

Beijar é o ato de tocar os seus lábios nos de outra pessoa. Na cultura ocidental é considerado um gesto de afeição. Entre amigos, é utilizado como cumprimento ou despedida. O beijo nos lábios de outra pessoa é um símbolo de afeição romântica ou de desejo sexual – neste último caso, o beijo pode ser também noutras partes do corpo, ou ainda o chamado beijo de língua, em que as pessoas que se beijam mantêm a boca aberta enquanto trocam carícias com as línguas.

Antigamente, o beijo era utilizado de várias formas e com infinitos significados. Na Idade Média, por exemplo, o beijo na boca representava uma espécie de contrato entre o senhor feudal e o vassalo. Tinha o significado de “dou minha palavra”. Foi apenas no século XVII que os homens acabaram com o hábito de beijar uma pessoa do mesmo sexo, sem afeto envolvido. Em tempos outros, a palavra beijo dava lugar ao vernáculo “ósculo”. Época em que existia o ósculo santo ou “osculum pacis”, uma forma de saudação usada por Jesus Cristo e seus discípulos, pela ação de beijar a face mutuamente, não somente em regiões onde esse era um costume habitual, mas também entre os cristãos de Roma.

História

Os mais antigos relatos sobre o beijo remontam a 2500 a.C., nas paredes dos templos de Khajuraho, na Índia. Diz-se que na Suméria, antiga Mesopotâmia, as pessoas costumavam enviar beijos aos deuses. Na Antiguidade também era comum, para gregos e romanos, o beijo entre guerreiros no retorno dos combates.

Era uma espécie de prova de reconhecimento. Aliás, os gregos adoravam beijar. Mas foram os romanos que difundiram a prática. Os imperadores permitiam que os nobres mais influentes beijassem seus lábios, e os menos importantes as mãos. Os súditos podiam beijar apenas os pés. Eles tinham três tipos de beijos: o basium, entre conhecidos; o osculum, entre amigos; e o suavium, ou beijo dos amantes.

Na Escócia, era costume o padre beijar os lábios da noiva ao final da cerimônia. Acreditava-se que a felicidade conjugal dependia dessa benção. Já na festa, a noiva deveria beijar todos os homens na boca, em troca de dinheiro. Na Rússia, uma das mais altas formas de reconhecimento oficial era o beijo do czar.

No século XV, os nobres franceses podiam beijar qualquer mulher. Na Itália, entretanto, se um homem beijasse uma donzela em público, era obrigado a casar imediatamente. No latim, beijo significa toque dos lábios. Na cultura ocidental, ele é considerado gesto de afeição. Entre amigos, é utilizado como cumprimento ou despedida; entre amantes e apaixonados, como prova da paixão.

Mas é também um sinal de reverência, ao se beijar, por exemplo, o anel do Papa ou de membros da alta hierarquia da Igreja. No Brasil, D. João VI introduziu a cerimônia do beija-mão: em determinados dias o acesso ao Paço Imperial era liberado a todos que desejassem apresentar alguma reivindicação ao monarca. Em sinal de respeito, tanto os nobres, como as pessoas mais simples, até mesmo os escravos, beijavam-lhe a mão direita antes de fazer seu pedido. Esse hábito foi mantido por D. Pedro I e por D. Pedro II.

No cinema

De lá para cá, o beijo foi ganhando conotações diversas e significados múltiplos. Independentemente desses detalhes, o beijo é uma forma de demonstrar carinho, afeto, amor por outra pessoa. No cinema, o beijo sempre foi algo comum, mas alguns deles fizeram história. Deborah Kerr e Burt Lancaster, em “A Um Passo da Eternidade”, protagonizaram um beijo classificado como inesquecível. Em “E o Vento Levou”, com Clarke Gable e Vivien Leigh, o beijo marca o momento em que o herói Ret Butler, uma espécide de zangado-apaixonado, resolve assumir seu amor por Scarlet. Em “Bonequinha de Luxo”, George Peppard e Audrey Hepburn trocam um apaixonado beijo debaixo da chuva.

“Do Outro Lado da Vida”, com Patrick Swayze e Demi Moore, foi eleito o filme com a melhor cena de beijo de todos os tempos. Anos depois, um beijo marcou as telas dos cinemas de todo o planeta. Em “Titanic”, Leonardo di Caprio e Kate Winslet se beijam na proa do navio que afundaria horas mais tarde. Até mesmo Walt Disney conseguiu eternizar um beijo. Produzido em 1955, o filme “A Dama e o Vagabundo” tem a clássica cena em que dois cachorros acabam se beijando ao comer o mesmo espaguete.

Cuidados

Deixando de lado os beijos cinematográficos, beijar faz muito bem à saúde. Além da sensação de bem-estar, alivia o estresse. E quando beijamos uma pessoa que amamos a sensação é maior e inenarrável.
Para quem não sabe, o beijo na boca movimenta 29 músculos faciais – 12 dos lábios e 17 da língua. Essa prazerosa ginástica facial ajuda a prorrogar o envelhecimento precoce e aguça os cinco sentidos. “Beijar também queima 12 calorias”, explicou o cirurgião dentista José Ribamar Cerqueira Filho, especialista em Implantodontia e Periodontia, em entrevista ao site “Bolsa de Mulher”.

O beijo dispara os batimentos cardíacos, que saltam de 70 para 150 por minuto. “Esse bombeamento sanguíneo aumenta a oxigenação das células, estimula as funções circulatórias e diminui a insônia e as dores de cabeça”, completa o dentista.

Um beijo bem caprichado aumenta a produção de hormônios, entre eles a adrenalina e a endorfina, sendo que esta última provoca sensações de bem-estar e felicidade. “Por isso beijar na boca acalma e ajuda a liberar sentimentos reprimidos, reduzindo o complexo de rejeição e aliviando o estresse”, afirma Dr. José Ribamar.

Para que o beijo seja não apenas prazeroso e inesquecível, mas também e principalmente saudável, é preciso cuidar da saúde bucal. Sob a ótica da microbiologia, o beijo é uma intensa troca de microorganismos vivos. “Então, se uma das pessoas possuir feridas na boca, ou está em processo de cicatrização de cirurgia, o beijo não deve ser dado, por conta do alto risco de contaminação”, orienta Cerqueira Filho.

Através da troca de saliva o beijo pode transmitir a bactéria Streptococcus Mutans, causadora da cárie. Para conservar um hálito sempre fresco e uma boca saudável, José Ribamar lembra que um dentista deve ser consultado periodicamente.

O especialista dá outras dicas não só para garantir a qualidade total do beijo, mas para manter a saúde bucal “É necessário fazer uma boa escovação pelo menos três vezes ao dia ou até mais, usar o fio dental para retirar a comida acumulada entre os dentes e bochechar com algum antisséptico bucal, responsável por matar os germes e bactérias que moram habitualmente na boca”, completa.